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EAI nos bancos:
a meta é agradar o cliente.
 
 
Carlos de Almeida,
do Banco Alfa

“Muitos sistemas estão interligados, mas não integrados.”
   
 
Eugênio Fabbri Neto,
do ABN-Amro

“Só 7% de um software são fundamentais para o negócio.”
   
 
Laura Mello,
do Banco Cacique

“Padronizamos nossas instalações no Bug do Milênio.”
   
 
Luiz Ricardo Marques,
do Dresdner Bank Brasil

“O desafio é ter uma ferramenta que ajude a trocar legados.”
   
 
Jorge Ramalho,
do Unibanco

“Não existe solução mágica de integração no mercado.”
   
 
Luiz Gonzaga Simões,
da Bovespa

“Todas as análises de ferramentas de EAI deram em nada.”
   
 
Maurício Ghetler,
do Banco Santos

“Quem acha que plataforma é irrelevante, acaba com problemas de integração.”
   
Se a infra-estrutura de informática está bem montada, as ferramentas de EAI (enterprise applications integration), destinadas a facilitar a integração entre aplicativos distintos, especialmente entre velhos e novos, são quase desnecessárias. É o que dizem os bancos. Mesmo assim, estão sempre presentes: para interligar clientes (não se pede que o cliente mude seus sistemas), para aproveitar novas ondas da tecnologia (que obrigam o velho e o novo a conviver), para ajudar no constante processo de destruição do legado. Contudo, a maioria dos bancos costuma fazer suas próprias ferramentas de EAI — ou com a equipe interna, ou com uma fábrica de software. Os fabricantes de EAI ainda não acharam um modelo de negócios que fizesse os bancos comprar EAI no mercado, sem reclamar. Esta mesa-redonda foi coordenada pelo diretor editorial do Informática Hoje, Wilson Moherdaui, e pelo editor executivo, Márcio Simões. Participaram: Carlos de Almeida, gerente de TI do Banco Alfa; Eugênio Fabbri Neto, superintendente executivo de TI do ABN-Amro; Jorge Luiz Viegas Ramalho, diretor de sistemas e processos de atendimento eletrônico do Unibanco; Laura Lima de Mello, diretora de tecnologia do Banco Cacique; Luiz Gonzaga Simões, diretor de tecnologia da Bovespa; Luiz Ricardo A. Marques, gerente sênior de TI do Dresdner Bank Brasil; e Maurício Ghetler, diretor de tecnologia do Banco Santos.
 

IH — Qual a experiência de vocês com EAI?

LAURA — Temos o Banco Cacique e a Financeira Cacique. É na financeira que estão os grandes desafios de integração. Os lojistas têm sua própria solução, e não querem mudar o relacionamento com o cliente deles, lá na loja, só por nossa causa. O legado está no cliente da financeira, porque modernizamos bastante as nossas instalações na época do Bug do Milênio. Algumas integrações estão bem taylor-made (personalizadas), bem de acordo com o legado do cliente, para a resposta ser bem rápida.

RAMALHO — Existem dois mundos para o Unibanco, o do varejo e o taylor-made. No varejo, poder haver uma oferta de serviço no sistema de caixa ou no auto-atendimento; quando se decide oferecer aquele produto num outro canal, na Internet, é preciso pensar na integração total, da entrada da informação, a contabilização, no agendamento. Não existe solução mágica de integração no mercado. Pela diversidade de sistemas num banco, a integração quase sempre é feita no braço, porque, no segundo em que o usuário aperta enter, tudo precisa acontecer. No mundo do taylor-made, de clientes como a Volkswagen e a Embraer, será preciso entender as ansiedades do cliente, nunca vai haver no mercado um aplicativo pronto.

MARQUES — O Dresdner é um banco pequeno, enxuto, com uma área de TI pequena. Quando começamos a comprar pacotes de software, já nos preocupávamos com a integração, pedíamos interfaces especiais para os fabricantes. Aí surgiu o SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro), veio o MQSeries (software de integração de negócios da IBM), o XML. Fizemos essa integração na velocidade necessária. Só que, depois, compramos um pacote para mesa de operações que era preciso integrar com o back office. Foi a nossa primeira experiência com soluções de EAI. Mas acabamos tentando criar o produto antes de entender a complexidade da integração dos dois ambientes.

IH — Quer dizer, vocês arrumaram uma solução antes do problema?

MARQUES — Mais ou menos. A mesa já vinha com software da Reuters, e tentamos fazer a empresa de quem compramos a mesa de operações conversar com o fabricante do nosso pacote de back office, mas é difícil colocar duas empresas para conversar. Só a documentação para alinhar os dois produtos deu 54 páginas. No fim, achamos uma ferramenta de EAI, o Tibco Integration Manager, que mapeava processos, porque fazer a integração ligando tabela a tabela, campo a campo não era o bastante. Está funcionando bem. Mas teve que adaptar, não tem mágica.

RAMALHO — As tecnologias todas têm pontos fortes e fracos numa determinada função, mas o essencial é ter um bom processo, senão toda a tecnologia vai afundar com você.

SIMÕES — Nossa preocupação é com processos. Somos responsáveis pela Bolsa de Valores e pela Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Uma parte dos sistemas fica na Bolsa e na CBLC, uma parte nas corretoras, e nós cuidamos da integração. Somos fornecedores de um pacote de sistemas para corretoras, chamado Sinacor. Das 115 corretoras, 100 utilizam, por escolha delas. Por uma decisão estratégica nossa, alguns produtos nós compramos fora, tipo pacote. Por exemplo, o sistema de negociação é um pacote feito por uma empresa francesa, utilizado em mais de 20 bolsas. Só que ele roda numa plataforma completamente diferente, HP Himalaya, com servidores Alpha e 150 servidores Sun distribuídos nas corretoras, que têm que se integrar com o ambiente de liquidação e custódia. Com o SPB, criamos uma plataforma nova baseada em Intel com soluções da Microsoft, que tinha que se integrar com o ambiente IBM e com o de negociação. Meu desafio não é só interligar aplicativos, mas plataformas. Por exemplo: em menos de um segundo, o cliente do Unibanco precisa passar por todos os sistemas do Unibanco e da Bovespa para concluir uma negociação. A integração precisa ser muito boa. É difícil usar uma ferramenta de integração comum. No nosso caso, a gente especifica, no projeto, o nível de integração. A maior parte dos nossos processos de integração é por mensagens em tempo real, e existe todo um controle de processos. Todas as análises que fizemos de ferramentas de EAI deram em nada. Primeiro, são ferramentas muito caras, e de imediato não se mexe no legado, então é difícil justificar o investimento.

IH — Para deixar claro: vocês não têm ferramenta de EAI?

SIMÕES — Depende. Você chama o MQSeries de EAI? Você chama um BizzTalk (o servidor de mensagens da Microsoft) de EAI? Às vezes, pode chamar de EAI. Agora, não servem para todas as necessidades do mercado. Usamos BizzTalk, MQSeries, ferramentas próprias, clearing e o Sinacor para se interligar a corretoras e bancos. São processos e ferramentas que a gente criou.

ALMEIDA — O Banco Alfa inclui um banco comercial, um de investimentos, uma financeira, uma corretora e uma empresa de leasing. Tivemos a oportunidade rara de recriar a tecnologia do Alfa, quando da venda do Banco Real para o ABN-Amro. Começamos em 1999 e concluímos em 2000 a migração de todos os sistemas para uma plataforma Microsoft. Optamos por não desenvolver.

IH — Como a construção de Brasília.

ALMEIDA — É, mas Brasília com pré-moldados. Montamos uma arquitetura toda voltada para a integração de aplicativos, feita com padrões, passos muito definidos, orientação a objetos, foco em processos. Com a nossa experiência de banco grande, planejamos tudo muito bem. Mas a empresa precisa ser muito firme e específica, muito disciplinada, para seguir os princípios básicos, porque isso facilita a integração com o mundo externo. Quando a gente abre para o mundo externo, não importa se fala XML, se manda arquivo texto, se manda mensagem. O que importa é que, uma vez dentro da instituição, a transação segue um caminho claro. Para o financiamento de veículos, a transação percorre uns dez aplicativos.

FABBRI — O ponto fundamental é a arquitetura. Qual é a nossa grande preocupação? No ambiente interno, você define sua arquitetura, seja qual for. Quando se tem um legado tradicional, acaba ficando com uma arquitetura muito orientada a sistemas, e aí precisa de umas camadas de software para eliminar esse problema interno. No ambiente externo, cada empresa tem sua arquitetura, não há padrão no mercado. Então, é você que se preocupa com a integração com os outros, as empresas pequenas. E não existe software mágico. Mas essas coisas mudam rapidamente. Quando fizermos o planejamento de 2004, em meados de 2003, já temos que olhar como o mercado vai mudar. A arquitetura interna eu evoluo, mas as arquiteturas no ambiente externo proliferam. Então, EAI é importante. Quanto mais surgem soluções de software, mais precisa pensar nisso, porque integração é caro.

GHETLER — O Banco Santos só compra no mercado, seja produto pronto, que pedimos para modificar, seja desenvolvimento de sistemas, que especificamos. O sistema legado, que não nos atende mais, que não tem mais aderência com o nosso negócio como ele é hoje, esse sistema tem que ser destruído. Isso exige decisão firme, mas precisa ser feito. Quando entrei no Banco Santos, havia uns 30 fornecedores, a maioria deles picaretas mesmo, falando português claro, o destino certo deles era a lata do lixo, e foi o que nós fizemos. A nossa norma foi, muito mais do que construir, destruir tudo aquilo que nos prejudicava. E orientar nossos processos para o negócio. Se o sistema não atende o negócio, o problema é o sistema. Padronizamos o banco de dados, por exemplo. Isso é grave nas empresas, pois cada pacote de software traz seu próprio banco de dados embutido, que depois eu tenho que sustentar. Nós só trabalhamos com o SQL Server 2000, não abro mão em hipótese nenhuma. Pode ser o pacote mais bonito da face da Terra, eu pago para mudar o banco de dados, mas não trabalho com dois bancos de dados. Não compensa. Sou um banco pequeno, tentando ser médio, para nós é difícil sustentar diversas tecnologias. Uma terceira premissa, que nos deu muita tranqüilidade, é interface baseada em web. Não importa o que tem por trás, eu quero interface baseada em web. Para tratar dos clientes, nós também acabamos por construir ferramentas de integração. Nosso foco é a pessoa jurídica, fazemos tudo taylor-made. Temos três formas de integração com o cliente. A primeira é o Internet banking, com toda a complexidade que uma pessoa jurídica merece ter. A segunda é uma ferramenta de integração que usa técnicas de web e de EAI com entrega, envio e recepção de dados nos padrões que o cliente deseja. É um sistema de tradução simultânea, via web, porque via web o backbone é grátis. A terceira é uma ferramenta de mensagens no estilo do SPB, mensagens com garantia de entrega, que faz a integração com o ERP do cliente em tempo real. Recomendamos fazer de tudo para trabalhar com plataforma única. Quem acha que plataforma é irrelevante, acaba com problemas de integração. O maior problema da integração interna é o sistema feudal que a maioria dos bancos tem internamente, que é até pior nos bancos grandes: cada equipe acha que o seu sistema tem que ser diferente.

RAMALHO — Qualquer pessoa de TI adoraria ter um sistema uniformizado. Mas, num grande banco, você fala de um mainframe e de mil, 1.500 servidores, com todo tipo de sistema operacional. Para padronizar isso, você vai falar o seguinte para a área comercial: pára os investimentos em novos negócios porque vamos padronizar tudo internamente. Não faz sentido.

GHETLER — Eu nem posso pensar em ter várias plataformas, não tenho dinheiro para isso. Precisamos extinguir os sistemas mais velhos por questão de custo. Hoje os bancos estão numa fase boa, então a gente consegue pagar essa extinção. Mas não sei se amanhã isso continua. Então, tenho que trabalhar da forma mais eficiente possível, para ter condições de projetar um futuro de baixo custo.

RAMALHO — Todos temos planos assim. Hoje, existe cada vez menos VSAM, por exemplo, porque os bancos sabem que ir para DB2 é melhor. Mas não dá para mexer no mainframe. O número de operações simultâneas é muito alto.

LAURA — Conhecendo a dificuldade do Unibanco para fazer essas mudanças, quando eu fui para o Cacique aproveitei o momento do Bug do Milênio para uniformizar tudo. Para o banco nós temos um tipo de plataforma, para a financeira outra, mas ficou organizado. Mas, realmente, em banco grande a coisa é complicada.

SIMÕES — Nós temos que reduzir a quantidade de plataformas para facilitar a integração. A não ser que, pela padronização da tecnologia, você perca alguma coisa em termos de negócio. Vou dar um exemplo: como a bolsa precisa de um processo ininterrupto, sou obrigado a usar equipamento non-stop, que é o Himalaya. Eu quero reduzir todas as minhas plataformas a uma só, mas essa non-stop eu não consigo. Daí a necessidade de integração.

ALMEIDA — A gente polarizou a discussão para o grande e pequeno. Vamos colocar do ponto de vista teórico. Nenhum CIO prefere um ambiente multiplataforma, mas uns conseguem mais uniformização, outros menos. Mas qual é o próximo passo para onde todos estão caminhando? Desde o mainframe até a baixa plataforma, os web services devem ser os grandes integradores de negócios.

GHETLER — Nós usamos web services há mais ou menos dois anos, até porque usamos o .NET há quase três. Uma coisa interessante é que há uma grande ilusão sobre o poder dos web services. Eles são importantes entre empresas. Mas, se estamos apelando para os web services dentro da empresa, é porque já existem feudos dentro da empresa, é porque a vaca já foi para o brejo.

ALMEIDA — Com certeza!

GHETLER — Normalmente, quando vamos partir para um novo sistema, a pergunta é: quanto vai custar? Mas façam um estudo sério de quanto custa um sistema legado antes de criticar um sistema novo. É um valor alto, e aquilo não é teu ativo. Tem um monte de coisas no legado que o banco nem usa mais. Tem sistema de cálculo da BTN, a BTN não volta mais, mas tem que dar manutenção, para que o sistema da BTN não pare. Um sistema novo vem limpo. Aí você pode dizer: o sistema novo não faz tudo que eu preciso. Mas será que eu preciso de tudo aquilo que o sistema velho fazia?

FABBRI — pan class="txt_10">Vale o negócio.

GHETLER — Vale o negócio. Se o negócio é x, eu não preciso ter um sistema y. Eu tenho um sistema y porque já tinha.

RAMALHO — No Unibanco temos uma área que a gente chama de perdigueiros. O perdigueiro faz um trabalho funcional, ou seja, tirar o lixão. Então, Ghetler, nós temos esse conceito.

ALMEIDA — Uma das funções da ferramenta de EAI, de integração, é justamente a de garantir a troca do legado. Como o Ramalho mostrou, quando você tira uma peça e ela arrasta um monte de sistemas, então os sistemas não estão integrados, eles estão ligados. Eu sei disso porque a gente tem essa herança do passado, as conexões ponto a ponto entre sistemas.

GHETLER — Acontece o seguinte: em qualquer ambiente no qual eu tenha várias camadas, várias plataformas se comunicando, eu deveria usar uma ferramenta de EAI decente, seja interna, seja externa, mas que me permita essa abstração de tirar partes e atualizar essas partes sem um risco tão grande, como foi dito nesta mesa. A ferramenta de EAI é um virador de pratinho profissional, faz parecer que está tudo funcionando. A idéia de usar essas ferramentas tem que ser provisória. Essa característica de integração fácil, como o Almeida falou, tem que ser nativa da plataforma. A ferramenta de EAI é cada dia mais necessária, só que deve ser provisória.

RAMALHO — Os grandes bancos têm tudo muito bem separado. Mas, por mais que você tenha isso bem segmentado em níveis, a camada de apresentação, os componentes de negócio e os drivers de chamada desses componentes de negócio, vai ter impactos. Agora, do ponto de vista de negócio é transparente, exatamente como o Ghetler falou. No fundo, a questão é quão rápido você entrega produtos novos, e a que custo.

MARQUES — O desafio é ter uma ferramenta que ajude a trocar legados ou mesmo pacotes. Isso é o ideal.

IH — E isso existe?

MARQUES — Essa mágica ainda não existe.

GHETLER — Existe também o problema da venda interna. Falar em tirar um sistema que está há 30 anos funcionando para colocar outro parece coisa absurda. Parece quixotesco. Vender isso, sem que os usuários entrem em pânico e nós sejamos demitidos, esse é o desafio.

RAMALHO — O profissional de TI precisa ser mais habilidoso na arte de vender.

SIMÕES — Uma ferramenta do tipo EAI é muito importante, é um meio de mudar a arquitetura com o menor impacto possível no negócio. Só que o custo dessas ferramentas é incompatível com algo de uso provisório.
Isso porque os dois ambientes, o velho e o novo, mais a ferramenta de EAI, convivem por um tempo. Então, é difícil justificar o custo da operação: você reduz o custo ao sair da plataforma antiga, mas soma o custo de desenvolvimento de um novo sistema e o custo de uma ferramenta que você vai jogar fora depois. Então, acho que tem aí um descompasso no esquema dos fornecedores.


IH — Isso é assim para os outros bancos?

GHETLER — Eu tento ficar longe dessas ferramentas de EAI, quando possível, porque todas elas têm um custo exorbitante, e porque elas não são o objetivo. O objetivo é estar integrado, então eu não deveria ter uma ferramenta para me integrar. Nós também avaliamos diversas ferramentas para integração com clientes. Nossa prática tem sido construir módulos de EAI específicos, com mão-de-obra terceirizada, segundo nossas especificações. Os produtos prontos de mercado são sempre quase o que se quer. Então eu já mando fazer exatamente como eu quero.

FABBRI — O custo fica equivalente ou menor?

GHETLER — Fica menor, principalmente porque se pulveriza para centenas, às vezes milhares de clientes. A ferramenta de mercado você paga licença, uma por cliente, ou uma por processador, fica caro. IH — Simões, você conseguiu se livrar das partes indesejáveis do seu legado, sem uma ferramenta de EAI?

SIMÕES — Muitas vezes a gente é obrigado a passar por fases intermediárias, de um jeito que a gente não quer, para atender uma necessidade do negócio. Mas logo em seguida tem que jogar para o padrão. Temos feito muito isso. Chega um pacote com um controle de acesso próprio, sou obrigado a usá-lo, mas já contrato para que tenha uma aderência total ao meu controle de acesso. Isso é o dia-a-dia.

FABBRI — Tem uns números do Gartner: 45% das funcionalidades de um sistema nunca são usadas e só 7% das funcionalidades são fundamentais para o business. Quando você tem esse número em mente, tem que desligar o lixo e cair fora.

GHETLER — O duro é explicar para o usuário que ele só precisa de 7%, ele mesmo não concorda na hora de fazer o novo sistema.

FABBRI — É o nosso desafio.

 
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