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A equipe de TI da Schincariol agendou uma mudança
bem simples para o sábado: alterar os
relógios para o horário de verão.
Na terça-feira depois disso, o servidor
de e-mail ainda estava fora do ar. Sistemas de
informática são tão complexos,
com tantas partes interagindo entre si, que às
vezes é impossível prever seu comportamento.
Nesta mesa-redonda, oito profissionais de TI conversam sobre técnicas
de monitoramento e gestão de redes complexas e sobre os limites dessa
gestão. Às vezes, o desempenho da rede melhora só de atribuir
responsabilidades, dizer claramente quem responde pelo quê. Às vezes,
a equipe de TI não tem os conhecimentos necessários para interpretar
as informações geradas por sistemas de vigia.
A mesa-redonda foi
coordenada pelos jornalistas Wilson Moherdaui, diretor editorial do Informática
Hoje, e Márcio Simões, editor
executivo. Participaram: Antonio Martinez Carrara,
diretor da Carrara Consulting; Carlos Pulici, diretor
de informática da DM Indústria Farmacêutica;
Diego Viégas, coordenador-geral de TI do
Ministério do Planejamento, Orçamento
e Gestão; Fernando Antonio Menezes, superintendente
de TI da Sabesp; Julio César Di Flora, superintendente
nacional de TI da Caixa; Maurício Matsubara,
gerente de telecomunicações e redes
do ABN Amro Real; Renato Torres de Campos, gerente
de desenvolvimento, suporte e infra-estrutura do
Grupo Schincariol; e Sérgio Mendes, diretor
de infra-estrutura tecnológica do Proderj.
IH — Para o usuário, a TI só aparece
quando tem problemas. É verdade?
Maurício — Existe esse estigma,
de que o pessoal de TI só aparece quando
tem problema, e ele só acaba quando agregamos
valor ao trabalho dos usuários. Em geral,
a TI espera a estratégia ficar pronta
para ver como contribuir. O certo é a
TI entender o negócio, criar inovações,
ter idéias que as áreas de negócios
não têm.
Julio — Quando o telefone não toca,
ou a coisa está boa ou o usuário
desistiu. Como o usuário nunca desiste,
se o telefone não toca, então a
coisa está boa. A TI precisa usar toda
a tecnologia disponível, todo tipo de
gerenciamento, para monitorar de verdade e tomar
a dianteira. Em vários casos, a TI é reativa
porque não usa todos os recursos disponíveis
de monitoração. Num banco, freqüentemente
a TI fica sabendo de algumas coisas depois do
que deveria: antes de o usuário ligar,
mas tarde demais para tomar a dianteira.
Carlos — Na DM, o foco da TI é o
usuário interno, é estar presente
na área de negócios. Tentamos ser
intérpretes da tecnologia para o negócio:
o segredo é saber para onde a empresa
quer ir, não o que quer fazer agora. Se
sabemos para onde ela quer ir, podemos influenciar
como ela chegará lá, como oferecerá o
serviço ou fará a campanha de marketing
para o lançamento do produto. Várias
vezes nos chamam para propor uma solução,
em vez de propor só um produto técnico.
Hoje nossas prioridades são coisas que
achávamos que nunca íamos fazer.
As modificações precisam ser rápidas. É um
problema se, para fazer uma correção
de rota, a TI precisa esperar seis meses para
contratar, se reestruturar, reeditar. Em seis
meses, a DM muda de idéia duas vezes.
Diego — Por ser um órgão
de governo e um cliente interno ao mesmo tempo,
o ministério é um cliente diferente.
Muitas vezes, ele enxerga seus próprios
clientes como parceiros, o que complica as coisas
para a TI. Em termos de negócio, é complicado,
porque não existe uma venda, a fabricação
de um produto. Se existe um foco de negócios para
o ministério, é muito difuso, confuso.
A área de TI não consegue uma direção
clara de para onde deve ir. O negócio
está enraizado na política, em
questões que nem sempre vêm à tona
na velocidade adequada para o planejamento.
IH — Até que ponto é possível
controlar um sistema complexo e ajustá-lo
melhor aos planos da empresa?
Maurício — O ambiente de TI inclui
baixa plataforma, alta plataforma, telecomunicações:
quando falamos de gestão de sistemas para
esse ambiente, falamos de várias equipes
diferentes na empresa. Cada equipe se preocupa
com a sua parte. Mas sistemas complexos são
interdependentes. Para uma equipe qualquer, é difícil
falar: Fiz todos os levantamentos que deveria
e tudo está OK. Se esqueceu um detalhe,
há impactos no trabalho de outras equipes.
Para resolver o desafio dos sistemas complexos,
montamos equipes multidisciplinares de gestão
de sistemas e tivemos bons resultados. São
representantes de equipes distintas, de fornecedores,
que trabalham próximos uns dos outros,
numa força-tarefa de gestão de
sistemas. É óbvio que cada fornecedor
tem a sua gestão, mas é importante
ter representantes comprometidos com o negócio,
que saibam detalhes do funcionamento interno
dos sistemas.
Julio — Com relação à infra-estrutura
de rede, para a coisa andar, é preciso
acompanhar diariamente o desempenho e o uso,
estabelecer limites e fazer planejamento de curto
prazo. É necessário dimensionar
o tráfego de dados, voz e imagem de acordo
com os interesses. Quem trabalha em banco sabe
que, das 10 às 16 horas, a prioridade é do
tráfego de dados, das transações
bancárias. Evitamos o uso indevido de
outros aplicativos. Criamos um ambiente de homologação,
para ver como a rede se comporta quando um serviço
começa a funcionar. Sem uma análise
dessas, a empresa contrata tecnologia por modismo.
Não pode: a Caixa, por ser do governo, é fiscalizada
pelo Banco Central, pelo Tribunal de Contas da
União, pelas auditorias externas e pelo
Ministério Público.
Carlos — O que vejo na DM: conforme vamos
adicionando tecnologia e soluções
e novas idéias, o ambiente fica mais pesado
e complexo. Fica indomável — não
conseguimos delimitar suas fronteiras, saber
o impacto das modificações. Como
não podemos ter um ambiente de homologação
completo (com rede, servidores, bancos de dados,
tudo duplicado), temos de correr riscos. Conhecemos
os possíveis impactos e corremos riscos
calculados, em horários adequados. Fazemos
questão de que o usuário conheça
isso, dos riscos e dos impactos.
Como não
temos esse ambiente de homologação,
damos um passo de cada vez. Nunca atualizamos o
antivírus e o banco de dados ao mesmo tempo.
Se der problema, sabemos no que mexemos e podemos
voltar um passo para trás. Às vezes,
numa mudança qualquer, percebemos efeitos
colaterais que não estavam descritos na
bula do remédio.
IH — Como as terceirizações
influenciam na integração das equipes?
Maurício — É uma questão
de organizar os trabalhos: a equipe dos fornecedores
deve trabalhar como se fosse uma equipe interna
do banco. Precisa existir, no fornecedor, o espírito
de parceria estratégica, pois eles cuidam
das nossas artérias.
Julio — Entre 1995 e 2003, praticamente
80% da TI da Caixa estava terceirizada. Com o
tempo, perdemos conhecimentos técnicos.
Em 2003, fizemos o inverso: um concurso público
para contratar 180 profissionais. Em agosto de
2004, criamos uma área de inovação
e uma de relacionamento com o negócio.
IH — Tem mais controle?
Julio — Quando uma pessoa da Caixa assina
um contrato, o CPF vai para o Tribunal de Contas
da União e fica lá até que
essa pessoa morra. As pessoas responsáveis
por contratações são, portanto,
mais qualificadas. Batem as compras com o planejamento
estratégico da empresa. Fazemos compras
usando os planos para 2004-2007 e para 2007-2011;
então, sabemos o que está acontecendo.
Não tivemos mais problema desde 2005.
Este ano, trabalhamos em cima do planejamento
estratégico da empresa. Às
vezes, é um erro trabalhar no planejamento
estratégico só da TI.
IH — A DM já foi obrigada a adotar
duas tecnologias ao mesmo tempo?
Carlos — Nem sempre temos escolha. Ninguém é mais
forte do que os órgãos reguladores,
como a Anvisa. Já instalamos duas coisas
ao mesmo tempo, algumas com sucesso, outras com
problemas. Mas tento fazer as coisas em seqüência.
Podemos correr, mas corremos um passo por vez,
mesmo que o tempo entre um passo e outro não
seja o adequado.
Diego — Que tipo de cosias você instalou,
mas achava que não ia instalar?
Carlos — Nunca imaginei instalar videoconferência
na DM. Hoje, por causa das campanhas de marketing, às
vezes tenho de exibir comerciais de TV para os
nossos 110 vendedores em todo o Brasil. A idéia é que
esses vendedores mostrem o vídeo para
alguns distribuidores. Aí usamos a videoconferência,
algo de que não precisamos no cotidiano.
Diego — No ministério, temos uma
rede de cerca de 3 mil pontos: dois terços
deles em Brasília, o resto nos outros
estados. A rede está interligada — temos
dificuldades de infra-estrutura que aos poucos
estamos resolvendo. É difícil integrar
e monitorar novas tecnologias adicionadas nesse
ambiente. Mas instalamos videoconferência,
rede sem-fio. E hoje tocamos um piloto de voz
por IP, para talvez substituir nossas centrais
telefônicas. Por conta da voz por IP e
da videoconferência, a área de informática
fica responsável por serviços antes
ligados às telecomunicações.
O problema é que a maior parte das atividades
de informática está terceirizada
para o Serpro. Isso traz vantagens, mas dificulta
o gerenciamento. Às vezes, é difícil
obter informações, embora tenhamos
um atendimento muito bom. O ministério
representa 10% dos clientes do Serpro.
Sérgio — O Proderj atende 92 municípios
do estado do Rio de Janeiro, usando uma rede
MPLS. O desafio para o próximo ano é criar
um estado digital, levando Internet em alta velocidade
para algumas cidades do estado. Já temos
alguns municípios digitais, como Piraí,
Rio das Flores e Mangaratiba. Estamos fazendo
em Conservatória, até completar
todo o estado. Também criamos 50 centros
comunitários onde a população
de baixa renda acessa Internet de graça.
Com esse projeto, o Proderj começou a
chegar até o cidadão.
Implantamos gestão do conhecimento e análise de riscos. Compramos
uma ferramenta de gestão de riscos, que exigia um inventário completo
e atualizado dos ativos a serem analisados. Outro problema era definir os responsáveis
pelos ativos. Com a análise de riscos, adotamos o conceito de proprietário.
Conseguimos dizer o seguinte: o sujeito do banco de dados é responsável
por toda a infra-estrutura. Na análise de riscos, ele sabe que o Oracle
tem 18% de risco — está ótimo. Mas e se o Windows está aberto
ou a máquina em que o Oracle roda não tem backup? Se o Oracle parar
por causa disso, a responsabilidade é dele, do sujeito do banco de dados.
Chamamos isso de proprietário custodiante. Para que essa solução
funcione, a auditoria precisa ser constante. A lista com os ativos e os proprietários
vai para a diretoria e está disponível na Internet. Só essa
definição resolveu 90% dos nossos problemas. Agora, o sujeito do
banco de dados não empurra a culpa para o sujeito do Windows.
E aproveitamos
a análise de risco para conseguir
recursos financeiros. A ferramenta monta automaticamente
um quadro: mostra os ativos e quais negócios
da empresa estão sustentados por tais ativos.
Os 50 centros comunitários de Internet estavam
baseados num único servidor, batizado de
Coruja, que precisava ser atualizado. Quando a
presidência viu que esse servidor tinha 60%
de risco, conseguimos na hora o dinheiro para dois
servidores, com distribuição de carga.
Uma semana depois do novo sistema, o servidor antigo
falhou. E fizemos também análise
de riscos para pessoas. Vimos que um funcionário
era o componente principal de risco para um determinado
processo de negócio: ele não tinha
consciência de questões de segurança.
Então percebemos que teríamos de
trabalhar esse funcionário também.
Renato — Os dois focos do Grupo Schincariol
são: fabricar a Nova Schin distribuir
a Nova Schin. Contratamos duas consultorias,
que estão reestruturando a empresa. O
desafio da TI no grupo é fazer com que
as máquinas trabalhem na velocidade desejada
pelo usuário. Temos a matriz e umas 50
localidades remotas, entre centros de distribuição
e fábricas. Diversas variáveis
(rede local, rede externa, rede do datacenter,
banco de dados) podem influenciar a velocidade
do micro do usuário distante. É difícil
decidir por onde começar para achar o
problema.
Em relação a mudanças, tivemos uma péssima experiência
quando mudou o horário de verão. O que era para ser uma mudança
rápida levou 17 horas. Alterávamos o horário do servidor
e o horário antigo voltava. Depois de 17 horas percebemos que um software
chamado Trauma Zero tinha uma regra que fazia a alteração. Até descobrir
o problema, fizemos várias alterações no diretório
ativo do Windows, o que afetou algumas políticas do Exchange. Então
na segunda e na terça-feira, depois da mudança de horário,
ficamos sem e-mail. E foi uma única alteração...
Outro desafio é identificar e dar prioridade ao que trafega dentro das
nossas três redes: rede das filiais remotas, rede MPLS (basicamente com
a Embratel) e rede local do datacenter. Adquirimos equipamentos e aplicativos
para fazer a monitoração. Num primeiro passo, passamos um sniffer no datacenter,
para identificar os protocolos.
Devemos contratar serviços para fazer a
manutenção das redes. Não
queremos mais empregar o profissional que fica
nos bits e bytes. Queremos um analista voltado
para o negócio. Hoje temos uma equipe de
60 analistas distribuídos entre sistemas
(SAP R/3) e infra-estrutura.
Fernando — Na Sabesp, o foco é disponibilidade
e segurança. Do nosso capital, 50,3% são
do governo do estado e 49,7% estão nas
bolsas de São Paulo e de Nova York. Estamos
enquadrados na famosa Sarbanes-Oxley. Você acha
que está tudo bem, mas o auditor pode
achar que não está. Existem regras,
mas é meio subjetivo.
Temos dois datacenter, vários sistemas operacionais, vários
equipamentos, mainframe da Unisys. Temos uma média de 50 milhões
de transações por mês. Só o sistema comercial tem
média de 1,7 milhão de transações — com picos
de 90 transações por segundo. Como seguimos regras de governo nas
compras, o que demora, quando falamos de disponibilidade, temos de pensar numa
coisa que vai começar a funcionar este ano e funcionar mais dois anos
sem precisar de ampliação.
A maior dificuldade é que não existe uma ferramenta só para
gerenciar tudo isso. Temos várias ferramentas, que são interpretadas
por uma equipe. Sentimos falta de saber rapidamente onde foi determinado problema.
Foi no banco de dados, na rede, no servidor da rede, na estação
do usuário? Às vezes, nem dá para definir se é um
problema no aplicativo.
Temos também 400 pontos espalhados no estado, e umas 12 mil estações
de trabalho em rede. Temos 155 megabits por segundo de capacidade na rede, mas
a rede já chegou a cair por causa do pessoal baixando joguinhos e outras
coisas. Por isso definimos uma política de segurança de informações,
aprovada pela diretoria, com várias restrições. Agora temos
antivírus, anti-spam, firewalls para todo lado. Nos últimos
seis meses, não tivemos nenhuma invasão de vírus, nada.
Uma
aplicação crítica para
nós é o Notes, o nosso e-mail. Recentemente,
proibimos o uso de webmail [acessar contas
de e-mail pela Internet]. É uma exigência
de segurança da Sarbanes, porque é uma
fonte de vazamento de informações.
Uma funcionária ligou para o pessoal de
gerência de segurança e tentou a liberação
do webmail, cheia de argumentos técnicos.
Quando já não tinha mais nenhum argumento,
ela falou: “Eu tenho vida particular, eu
fico aqui o dia inteiro. Como é que vou
tratar da minha vida particular?”
IH — Você está contente com
as tecnologias de monitoramento e gestão?
Fernando — Nada resolve todo seu problema.
Precisamos de várias ferramentas. O melhor é ter
aquela que dá as melhores informações,
que vai direto ao ponto. Vamos fazer essa contratação
em 2007, daí queremos contratar o serviço
agregado, porque nós temos pouco pessoal.
Na Sabesp, há vários anos não
entra ninguém, só sai. Não
adianta uma ferramenta que dê 200 informações,
se não temos gente para analisá-las.
Queremos contratar o serviço de análise
dos indicadores, por dois anos. Se o fornecedor
for bem, continua. Senão, a Sabesp tem
tempo de montar uma equipe.
Antonio — Até março deste
ano, eu era responsável por toda a parte
de infra-estrutura e produção do
banco Nossa Caixa. Por força da aposentadoria,
tive que deixar o banco. Agora, trabalho com
a equipe da Febraban que está montando
o Ciab 2007.
Na Nossa Caixa, a missão está baseada em três pontos: deixar
todos os ambientes disponíveis para o usuário ou os clientes; depois,
manter os ambientes estáveis para realizar os negócios; e, por
fim, cuidar do desempenho, do tempo de resposta.
Temos ferramentas para monitorar o ambiente, que enxergam até os periféricos
dentro da agência; conseguimos até fazer o papel do operador, comandar
o servidor a distância. Mas procuramos estimular cada técnico a
conhecer a topologia, os aplicativos, os equipamentos, os ambientes da área
de produção.
De dois anos para cá, terceirizamos a rede
de auto-atendimento. O fornecedor cuida da monitoração
e das estatísticas. E criamos uma regra:
só entra no ambiente de produção
o que passou por uma gestão de mudanças
e por uma análise de impacto. Procuramos
realizar testes tentando prever todas as situações.
Por mais que façamos gerenciamento e tenhamos
ferramentas, trabalhamos com máquinas — algumas
coisas fogem ao controle. Nesse momento, é importante
que o usuário entenda que você tem
o domínio da situação e que
a solução em breve estará pronta.
Julio — Tem gerência de configuração,
gerência de problemas, gerência de
nível de serviço, mas as pessoas
ainda resistem à gerência de mudanças. É preciso
avaliar o impacto das mudanças. Outra
coisa é a questão dos preços.
Estamos trabalhando nisso. Quando lançamos
um produto, crédito consignado, por exemplo,
na constituição do custo entra
de tudo, menos TI. A história muda agora,
na hora de agregar o valor do hardware, do software,
da rede. A empresa vai até rever o prazo
de retorno daquilo ou se aquele produto é viável.
Recentemente, compramos 70 terabytes de discos
para substituir o sistema antigo. Isso deve entrar
nos preços.
IH — Não é preciso gerenciar
a rede e também fazer propaganda da TI?
Fernando — A gente se aproximou mais das
pontas com o projeto de mobilidade. Ele complica
a rede, mas é um sistema que mostra o
trabalho da TI. Eu digo lá para o pessoal: “Estamos
aqui para dificultar as coisas para vocês,
mas também para outras coisas...” Com
a mobilidade, você começa a desarmar
um pouco as pessoas, porque a aceitação é boa,
e a TI só é bem-aceita quando facilita
a vida do usuário.
IH — Para dar prioridade aos projetos,
uma boa gestão de tudo o que está em
rede não é pré-requisito?
Julio — Temos de conhecer toda a infra-estrutura
para saber como as transações serão
tratadas lá dentro, como serão
armazenadas, como serão transformadas
em informações gerenciais — informações
para tomar decisões. Sem conhecer tudo
isso, inviabilizamos os projetos da empresa.
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